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Festival Internacional de Folclore de Arouca

PROGRAMA

Quarta-Feira | 17 de Agosto 2011
14:00 | Abertura da Mostra de Artesanato de Arouca.
Local: Sala D. Domingos de Pinho Brandão (Mosteiro de Arouca)

Quinta-Feira | 18 de Agosto 2011
22:00 | Oficina de Dança com a participação do Conjunto Etnográfico de Moldes.
Local: Centro Cultural e Recreativo de Moldes

Sexta-Feira | 19 de Agosto de 2011
21:00 | Noite Gastronómica com sabores típicos de Portugal e Angola.
– Espectáculo com o Ballet Tradicional Kilandukilu
Local: Pátio interior do Mosteiro de Arouca

Sábado | 20 de Agosto de 2011
18:30 | Desfile Etnográfico
Local: Av. 25 de Abril, Alameda D. Domingos de Pinho Brandão, Pr. Brandão de Vasconcelos

22:00 | Espectáculo de Folclore com os seguintes grupos:

– Grupo de Danças e Cantares de Serzedo – Douro Litoral Centro
– Grupo Folclórico Os Fogueteiros de Arada – Beira Litoral Vareira
– Grupo Folclórico das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe – Alto Minho
– Grupo Folclórico de Benfica do Ribatejo – Ribatejo
– Rancho Folclórico do Ourondo – Beira Baixa (Covilhã)
– Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses – Douro Litoral Sul
– Ballet Tradicional Kilandukilu – Angola

Local: Terreiro de St.ª Mafalda


ver: Conjunto Etnográfico de Moldes

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URTIARDA – sentido de comunidade! – Álvaro Couto

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A força da razão.

Primeira imagem: rostos de pessoas. Pessoas com pessoas. Pessoas emdefesa dos seus rios – o Urtigosa e o Arda. Estes rostos não hão-de merecer logo à noite abertura de telejornais não obstante poderem dizer-nos coisas tremendas. São rostos sensíveis: à Cultura, à Natureza, à sua Terra. Eles mostram-nos como se luta bravamente contra a mais perigosa das abstenções – a abdicação do sentido de comunidade.

Sou de um tempo em que a criação artística, a animação recreativa ou desportiva, a defesa do património e do ambiente – enfim, a cultura! – só nos chegava pela carolice de uns tantos.

Hoje, muita coisa mudou!

O  consumo cultural mais possível é o dos hipermercados e dos poligrupos. A arte mais fácil é a dos circuitos oficiais e comerciais, patrocinada pelas grandes empresas. A animação mais viável faz-se a partir do interior dos departamentos do Estado e da Câmara, com os seus subsídios. A defesa do património ou do ambiente está entregue a gestores e instituições profissionais, mas distantes do terreno e das realidades locais.. A “co-produção” a vários carrinhos é meio caminho para um êxito que, por via da propaganda, é sobretudo aparente.

À primeira vista, tudo parece dizer que as associações populares é chão que já deu uvas e são ao mesmo tempo o inverno do nosso (des)contentamento.  Os produtos que nos oferecem não podem competir com os que o mercado nos propôe. As pessoas parecem adaptar-se à sua categoria de «clientes-utentes». . .

E, no entanto. . .

Pára-se em Rossas e vê-se que a cultura e a defesa do ambiente não é uma flor de lapela, mas o crescimento colectivo da população, onde uma associação – a UrtiArda – conjuga vontades e funções, desde a pesca ao repovoamento do rio, desde o lazer à limpeza dos rios.

Na Associação UrtiArda, trata-se tudo com cuidado.

E gasta-se tempo e energia a lutar contra as crescentes agressões. É o caso do lixo! Ler Mais…

Os Rios de Arouca – O que é necessário

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  • Amar os rios e os seus ecossistemas o que não é fácil pois não se impõe por decreto;
  • Dar valor aquilo que de mais simples, frágil e belo existe na Natureza;
  • Vontade política;
  • Alguns recursos financeiros; em relação a estes que não se diga que são escassos ou não existem. É tão simplesmente uma questão de opção e de uma boa gestão de recursos finnceiros. Já agora quanto custou a avenida de muito mau gosto, tipo “Estado-Novo” e que destruiu um dos espaços verdes mais atraentes da vila de Arouca, em frente ao Palácio da Justiça?
  • Integrar estas iniciativas no GeoparqueArouca para que este não se transforme cada vez mais numa coisa banal, de eventos dispersos, desencontrados, sem uma linha de rumo e, muitos deles, de puro folclore. Salva-o o honroso exemplo das trilobites de Canelas, sem as quais não haveria Geoparque algum.

Os Rios de Arouca – O que há a fazer

 

  • Implementar uma política de ordenamento florestal junto às linhas de água, proibindo expressamente a plantação de espécies infestantes como as acácias e os eucaliptos, num a distância razoável; 
  • Implementar uma politica de florestação com espécies ribeirinhas autóctones como o salgueiro, o amieiro, o freixo, o carvalho português … 
  • Implementar uma política de repovoamento, essencialmente com trutas fario, devidamente controlada e monotorizada; 
  • Regulamentação da pesca, estabelecendo a pesca com regras, com uma fiscalização apertada, com o objectivo último da manutenção e preservação das espécies. A sua concretização terá que ser o ordenamento com a criação de Zonas de Abrigo ou de Defeso e concessões de Pesca Desportiva ( e estas poderão incluir várias técnicas de pesca não sendo de excluir a pesca sem morte ) devidamente regulamentadas e fiscalizadas; 
  • Conclusão do saneamento básico e tratamento eficaz de todos os efluentes (domésticos e industriais );
  • Identificar e selar esgotos ilegais;
  • Promover acções de informação e sensibilização da população;
  • Colocar, no terreno, uma acção de fiscalização eficaz ( é necessária a existência de, pelo menos, dois Polícias Florestais Auxiliares com a formação adequada, e dotados dos meios técnicos e materiais necessários);
  • Promover e apoiar a recuperação de algum património ribeirinho como açudes e respectivos regadios, moinhos de água …a incluir em eventuais percursos e locais de visita privilegiados;
  • Levar a cabo uma acção intermunicipal concertada de protecção e defesa dos rios interconcelhios;
  • Impedir a construção das célebres e tão contestadas mini-hidricas cujo único objectivo é a apropriação privada de uma recurso que é de todos sem que daí resulte beneficio algum para as populações e para o concelho

Os Rios de Arouca – O estado dos nossos Rios

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Não há cartaz ou panfleto que sirva de cartão de visita ao concelho que não lhe enalteça, de forma muitas vezes descarada, as potencialidades naturais. E a ladainha é sempre a mesma : as Serras, os Rios, a Paisagem, os Vales Verdejantes… estas e outras loas que se destinam a captar a atenção do visitante incauto que tantas vezes sai defraudado de tanta e tamanha magnificência propagandística.


 Vamos aos Rios, um por um :

1.      O PAIVA:

Tantas vezes considerado na literatura municipal um dos rios menos poluídos da Europa,  puro e cristalino, com pêgos de águas serenas e rápidos tumultuosos que têm atraído ao concelho os amantes dos desportos radicais, tem, actualmente, índices elevados de poluição. Na Geografia Sentimental já Aquilino Ribeiro se lhe referia nestes termos : « Cristalino e mimoso das mais saborosas trutas que há no mundo, lá vai seguindo a sua derrota, à semelhança de tudo o que existe debaixo da roda do sol, ora manso, não te rales, ora iroso e cachoando em açudes e leixões.»

As constantes descargas das ETARs  de Vila Nova do Paiva e Castro Daire, irresponsáveis e criminosas são a prova acabada do desleixo a que o poder central e local votaram esta filigrana que só a natureza é capaz de fabricar.

Como se tal não bastasse a avidez de alguns empresários oportunistas, mixordeiros das águas e dos ventos travestidos de modernos ecologistas, apresentaram na CCDR-Norte um projecto de construção de uma mini-hídrica, a instalar junto à praia fluvial do Areinho, em Alvarenga, prevendo o desvio do caudal, através de uma conduta subterrânea numa extensão de vários quilómetros, até à praia fluvial do Vau, em Canelas, onde seria instalada a turbina,. Sem se importarem, obviamente, com a morte do rio nesse troço entre a mini-hídrica e a turbina e com as consequências ambientais desastrosas para jusante da turbina até à sua foz, uma vez que o caudal do rio seria drasticamente alterado com períodos de enchente correspondentes às descargas e períodos em que o leito ficaria literalmente seco, correspondentes ao fecho das comportas para enchimento da albufeira.

Felizmente algumas associações locais, conjuntamente com a população alvoraçada e o poder municipal a reboque conseguiram impedir mais este desastre ambiental.

O que se não tem impedido é a florestação indiscriminada e desenfreada das suas margens e encostas com espécies infestantes importadas, sobretudo o eucalipto, em vez da flora ribeirinha como o freixo, o salgueiro e o amieiro.

Com este panorama de nada valem as Sinfonias à Àgua recentemente dedilhadas junto à praia fluvial de Meitriz, E, a propósito de praias fluviais (Meitriz, Paradinha, Areinho, Cabranca…)os equipamentos construídos, caras mas até bem enquadrados, encontram-se ao abandono, sem manutenção eficaz a que se junta uma deficiente recolha de lixos.

Por fim a pesca indiscriminada, sem qualquer fiscalização, e tantas vezes utilizando meios ilegais, aliada à poluição, tem dizimado a fauna ribeirinha, em especial a boga e a truta fario. Ler Mais…