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URTIARDA – sentido de comunidade! – Álvaro Couto

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A força da razão.

Primeira imagem: rostos de pessoas. Pessoas com pessoas. Pessoas emdefesa dos seus rios – o Urtigosa e o Arda. Estes rostos não hão-de merecer logo à noite abertura de telejornais não obstante poderem dizer-nos coisas tremendas. São rostos sensíveis: à Cultura, à Natureza, à sua Terra. Eles mostram-nos como se luta bravamente contra a mais perigosa das abstenções – a abdicação do sentido de comunidade.

Sou de um tempo em que a criação artística, a animação recreativa ou desportiva, a defesa do património e do ambiente – enfim, a cultura! – só nos chegava pela carolice de uns tantos.

Hoje, muita coisa mudou!

O  consumo cultural mais possível é o dos hipermercados e dos poligrupos. A arte mais fácil é a dos circuitos oficiais e comerciais, patrocinada pelas grandes empresas. A animação mais viável faz-se a partir do interior dos departamentos do Estado e da Câmara, com os seus subsídios. A defesa do património ou do ambiente está entregue a gestores e instituições profissionais, mas distantes do terreno e das realidades locais.. A “co-produção” a vários carrinhos é meio caminho para um êxito que, por via da propaganda, é sobretudo aparente.

À primeira vista, tudo parece dizer que as associações populares é chão que já deu uvas e são ao mesmo tempo o inverno do nosso (des)contentamento.  Os produtos que nos oferecem não podem competir com os que o mercado nos propôe. As pessoas parecem adaptar-se à sua categoria de «clientes-utentes». . .

E, no entanto. . .

Pára-se em Rossas e vê-se que a cultura e a defesa do ambiente não é uma flor de lapela, mas o crescimento colectivo da população, onde uma associação – a UrtiArda – conjuga vontades e funções, desde a pesca ao repovoamento do rio, desde o lazer à limpeza dos rios.

Na Associação UrtiArda, trata-se tudo com cuidado.

E gasta-se tempo e energia a lutar contra as crescentes agressões. É o caso do lixo! Ler Mais…

Os Rios de Arouca – O que há a fazer

 

  • Implementar uma política de ordenamento florestal junto às linhas de água, proibindo expressamente a plantação de espécies infestantes como as acácias e os eucaliptos, num a distância razoável; 
  • Implementar uma politica de florestação com espécies ribeirinhas autóctones como o salgueiro, o amieiro, o freixo, o carvalho português … 
  • Implementar uma política de repovoamento, essencialmente com trutas fario, devidamente controlada e monotorizada; 
  • Regulamentação da pesca, estabelecendo a pesca com regras, com uma fiscalização apertada, com o objectivo último da manutenção e preservação das espécies. A sua concretização terá que ser o ordenamento com a criação de Zonas de Abrigo ou de Defeso e concessões de Pesca Desportiva ( e estas poderão incluir várias técnicas de pesca não sendo de excluir a pesca sem morte ) devidamente regulamentadas e fiscalizadas; 
  • Conclusão do saneamento básico e tratamento eficaz de todos os efluentes (domésticos e industriais );
  • Identificar e selar esgotos ilegais;
  • Promover acções de informação e sensibilização da população;
  • Colocar, no terreno, uma acção de fiscalização eficaz ( é necessária a existência de, pelo menos, dois Polícias Florestais Auxiliares com a formação adequada, e dotados dos meios técnicos e materiais necessários);
  • Promover e apoiar a recuperação de algum património ribeirinho como açudes e respectivos regadios, moinhos de água …a incluir em eventuais percursos e locais de visita privilegiados;
  • Levar a cabo uma acção intermunicipal concertada de protecção e defesa dos rios interconcelhios;
  • Impedir a construção das célebres e tão contestadas mini-hidricas cujo único objectivo é a apropriação privada de uma recurso que é de todos sem que daí resulte beneficio algum para as populações e para o concelho