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Festival Internacional de Folclore de Arouca

PROGRAMA

Quarta-Feira | 17 de Agosto 2011
14:00 | Abertura da Mostra de Artesanato de Arouca.
Local: Sala D. Domingos de Pinho Brandão (Mosteiro de Arouca)

Quinta-Feira | 18 de Agosto 2011
22:00 | Oficina de Dança com a participação do Conjunto Etnográfico de Moldes.
Local: Centro Cultural e Recreativo de Moldes

Sexta-Feira | 19 de Agosto de 2011
21:00 | Noite Gastronómica com sabores típicos de Portugal e Angola.
– Espectáculo com o Ballet Tradicional Kilandukilu
Local: Pátio interior do Mosteiro de Arouca

Sábado | 20 de Agosto de 2011
18:30 | Desfile Etnográfico
Local: Av. 25 de Abril, Alameda D. Domingos de Pinho Brandão, Pr. Brandão de Vasconcelos

22:00 | Espectáculo de Folclore com os seguintes grupos:

– Grupo de Danças e Cantares de Serzedo – Douro Litoral Centro
– Grupo Folclórico Os Fogueteiros de Arada – Beira Litoral Vareira
– Grupo Folclórico das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe – Alto Minho
– Grupo Folclórico de Benfica do Ribatejo – Ribatejo
– Rancho Folclórico do Ourondo – Beira Baixa (Covilhã)
– Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses – Douro Litoral Sul
– Ballet Tradicional Kilandukilu – Angola

Local: Terreiro de St.ª Mafalda


ver: Conjunto Etnográfico de Moldes

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Os Rios de Arouca – O que há a fazer

 

  • Implementar uma política de ordenamento florestal junto às linhas de água, proibindo expressamente a plantação de espécies infestantes como as acácias e os eucaliptos, num a distância razoável; 
  • Implementar uma politica de florestação com espécies ribeirinhas autóctones como o salgueiro, o amieiro, o freixo, o carvalho português … 
  • Implementar uma política de repovoamento, essencialmente com trutas fario, devidamente controlada e monotorizada; 
  • Regulamentação da pesca, estabelecendo a pesca com regras, com uma fiscalização apertada, com o objectivo último da manutenção e preservação das espécies. A sua concretização terá que ser o ordenamento com a criação de Zonas de Abrigo ou de Defeso e concessões de Pesca Desportiva ( e estas poderão incluir várias técnicas de pesca não sendo de excluir a pesca sem morte ) devidamente regulamentadas e fiscalizadas; 
  • Conclusão do saneamento básico e tratamento eficaz de todos os efluentes (domésticos e industriais );
  • Identificar e selar esgotos ilegais;
  • Promover acções de informação e sensibilização da população;
  • Colocar, no terreno, uma acção de fiscalização eficaz ( é necessária a existência de, pelo menos, dois Polícias Florestais Auxiliares com a formação adequada, e dotados dos meios técnicos e materiais necessários);
  • Promover e apoiar a recuperação de algum património ribeirinho como açudes e respectivos regadios, moinhos de água …a incluir em eventuais percursos e locais de visita privilegiados;
  • Levar a cabo uma acção intermunicipal concertada de protecção e defesa dos rios interconcelhios;
  • Impedir a construção das célebres e tão contestadas mini-hidricas cujo único objectivo é a apropriação privada de uma recurso que é de todos sem que daí resulte beneficio algum para as populações e para o concelho

Os Rios de Arouca – O estado dos nossos Rios

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Não há cartaz ou panfleto que sirva de cartão de visita ao concelho que não lhe enalteça, de forma muitas vezes descarada, as potencialidades naturais. E a ladainha é sempre a mesma : as Serras, os Rios, a Paisagem, os Vales Verdejantes… estas e outras loas que se destinam a captar a atenção do visitante incauto que tantas vezes sai defraudado de tanta e tamanha magnificência propagandística.


 Vamos aos Rios, um por um :

1.      O PAIVA:

Tantas vezes considerado na literatura municipal um dos rios menos poluídos da Europa,  puro e cristalino, com pêgos de águas serenas e rápidos tumultuosos que têm atraído ao concelho os amantes dos desportos radicais, tem, actualmente, índices elevados de poluição. Na Geografia Sentimental já Aquilino Ribeiro se lhe referia nestes termos : « Cristalino e mimoso das mais saborosas trutas que há no mundo, lá vai seguindo a sua derrota, à semelhança de tudo o que existe debaixo da roda do sol, ora manso, não te rales, ora iroso e cachoando em açudes e leixões.»

As constantes descargas das ETARs  de Vila Nova do Paiva e Castro Daire, irresponsáveis e criminosas são a prova acabada do desleixo a que o poder central e local votaram esta filigrana que só a natureza é capaz de fabricar.

Como se tal não bastasse a avidez de alguns empresários oportunistas, mixordeiros das águas e dos ventos travestidos de modernos ecologistas, apresentaram na CCDR-Norte um projecto de construção de uma mini-hídrica, a instalar junto à praia fluvial do Areinho, em Alvarenga, prevendo o desvio do caudal, através de uma conduta subterrânea numa extensão de vários quilómetros, até à praia fluvial do Vau, em Canelas, onde seria instalada a turbina,. Sem se importarem, obviamente, com a morte do rio nesse troço entre a mini-hídrica e a turbina e com as consequências ambientais desastrosas para jusante da turbina até à sua foz, uma vez que o caudal do rio seria drasticamente alterado com períodos de enchente correspondentes às descargas e períodos em que o leito ficaria literalmente seco, correspondentes ao fecho das comportas para enchimento da albufeira.

Felizmente algumas associações locais, conjuntamente com a população alvoraçada e o poder municipal a reboque conseguiram impedir mais este desastre ambiental.

O que se não tem impedido é a florestação indiscriminada e desenfreada das suas margens e encostas com espécies infestantes importadas, sobretudo o eucalipto, em vez da flora ribeirinha como o freixo, o salgueiro e o amieiro.

Com este panorama de nada valem as Sinfonias à Àgua recentemente dedilhadas junto à praia fluvial de Meitriz, E, a propósito de praias fluviais (Meitriz, Paradinha, Areinho, Cabranca…)os equipamentos construídos, caras mas até bem enquadrados, encontram-se ao abandono, sem manutenção eficaz a que se junta uma deficiente recolha de lixos.

Por fim a pesca indiscriminada, sem qualquer fiscalização, e tantas vezes utilizando meios ilegais, aliada à poluição, tem dizimado a fauna ribeirinha, em especial a boga e a truta fario. Ler Mais…